27 março 2017

Primavera

Calendário diz que a primavera está aí. Na esperança de ver chegar as andorinhas,  a hora do conto deste mês  nas turmas do 2º ano,  em todas as escolas do agrupamento, foi sobre elas. 







Os alunos construíram puzzles com andorinhas, ovos e ninhos como motivação.







Depois de conhecerem melhor a poeta e verem pequenos filmes sobre a vida destas aves,  ouviram e leram em jogral  
A balada das vinte meninas friorentas, de Matilde Rosa Araújo.







video




No fim, pintaram andorinhas. 






Na EB da Matas colocaram-nas num “beiral".







Que bonito ficou! Vinde daí, andorinhas! Estamos à espera!







26 março 2017

Ler livros

Ler livros é uma coisa muito certa. (…)


Depois da leitura de muitos livros pode ficar-se com uma inteligência admirável e a cabeça acende como se tivesse uma lâmpada dentro. É muito engraçado. Às vezes, os leito­res são tão obstinados com a leitura que nem se lembram de usar candeeiros de verdade. Tentam ler só com a luz própria dos olhos, colocam o livro perto do nariz como se o esti­vessem a cheirar. 






Os leitores mesmo inteligentes aprendem a ler tudo, até aquilo que não é um livro. 







Leem claramente o humor dos outros, a ansiedade, conseguem ler as tempes­tades e o silêncio, mesmo que seja um silêncio muito bai­xinho. Alguns leitores, um dia, podem aprender a escrever. Aprendem a escrever livros. São como pessoas com palavras por fruto, como as árvores que dão maçãs ou laranjas. Pes­soas que dão palavras.

As bibliotecas, Valter Hugo Mãe

Semana da leitura

A semana de 27 a 31 de março é especialmente dedicada à leitura. Este ano o tema é o prazer de ler. Pretende-se realçar a leitura como momento íntimo de recreação, para além dos programas curriculares e das leituras obrigatórias. O programa inclui concursos, debates em torno de livros, tertúlias poéticas, feiras do livro e de autor e encontro com ilustrador. 





Visita a biblioteca escolar e informa-te das atividades previstas.

21 março 2017

Dia da poesia


 O que é a poesia?

Lawrence Ferlinghetti responde:


 A poesia é tudo o que nasceu com asas a cantar. 

É  o que existe nas entrelinhas.

É um fragmento palpitante de vida interior, uma música sem amarras.                                                                                                                    
É um barco de papel na inundação do desconsolo espiritual.
A poesia diz o indizível. Pronuncia o impronunciável  suspiro do coração.



Mas também está nas coisas simples...


É  o cabelo cor de palha de Helena

É o roçagar das borboletas quando voam em torno da chama.

 Um girassol embriagado de luz espalhando sementes de poemas

É o sol a derramar-se sobre as malhas da manhã.


 Ferlinghetti,  Lawrence, A Poesia como Arte Insurgente,Relógio d' Água, 2016








Eugénio de Andrade  diz que:



Toda a poesia é luminosa,
até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro dentro de si.
E o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar
outra vez e outra vez
e outra vez
a essas sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade.
Abençoado seja se lá chegar.


Vem à biblioteca, pega num livro e lê um poema  porque ele é  um olhar penetrante sobre o verdadeiro coração das coisas. 
                                                                             (Lawrence Ferlinghetti)



                








20 março 2017

Prenda

A biblioteca escolar recebeu uma bela prenda do grupo disciplinar de português: o último livro de Ondjaki, O convidador de pirilampos.


Em noites de lua nova, quando o céu finge estar só vestido de nudez, brilham penduradas as estrelas, pequenas e belas.



Assim começa esta bela história de um menino que, como quase todos os meninos, tem medo do escuro.
 Por isso, inventava processos de captar pirilampos e deste modo enfrentar a escuridão da Floresta Grande.  
Acompanhava as suas invenções o Avó, que  comia laranjas cheirosas depois de as descascar com o seu canivete e tentava perceber o que o neto "cientistava".

Procura esta novidade na biblioteca!



Poeta do mês

No mês da poesia destacamos uma mestre da língua portuguesa que, com as palavras de todos os dias, soube transmitir o que vai na alma de muitos de nós. 


MATILDE ROSA ARAÚJO



Ficcionista, poetisa, cronista e pedagoga, Matilde Rosa Araújo nasceu em Lisboa a 20 de Junho de 1921. Estudou em casa com professores particulares, até ter entrado na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, onde se licenciou, em 1945, em Filologia Românica, com uma tese sobre jornalismo. Depois, foi professora do ensino técnico profissional em várias cidades do país, tendo ficado efetiva no Porto. Foi também professora do primeiro curso de Literatura para a Infância, na Escola do Magistério Primário de Lisboa. Enquanto estudante, foi aluna de Jacinto do Prado Coelho e Vitorino Nemésio e colega de Sebastião da Gama, Luísa Dacosta, David Mourão-Ferreira e Urbano Tavares Rodrigues.
Autora de livros de contos e poesia para adultos e de mais de duas dezenas de livros de contos e poesia para crianças - como "O Sol e o Menino dos Pés Frios", "História de uma Flor" e "O Reino das Sete Pontas" - dedicou-se intensamente à defesa dos direitos das crianças através da publicação de livros e de intervenções em organismos com atividade nesta área, como a UNICEF em Portugal, tendo sido uma das fundadoras do comité português desta organização.
Publicou o seu primeiro livro em 1943, A Garrana, e com ele obteve o 1º prémio de um concurso literário.
Para crianças, começou a publicar em 1956. “O Livro da Tila” marca o início de uma importante obra para os mais novos, de grande qualidade e variedade. Colaborou com inúmeras publicações e organizou antologias centradas na criança, nos seus direitos e nas suas condições de vida. Pelo conjunto da sua obra, recebeu em 1980 o Grande Prémio de Literatura Infantil, da Fundação Calouste Gulbenkian que, em 1996, tornou a distingui-la pelo livro de poemas “As Fadas Verdes”, ao considerá-lo o melhor livro para a infância publicado no biénio 1994-1995. Recebeu o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e, em maio de 2004, foi distinguida com o Prémio Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores.
Matilde Rosa Araújo faleceu em 2010, com 89 anos. Dizia ela que escrevia para crianças porque foram elas que a ensinaram: "uma comunicação, talvez a conjugação viva, em escrita, do verbo amar. Isto é esquisito...".
Não deixes de vir conhecer esta importante escritora da nossa língua!

SUGERIMOS









Destes dois últimos  livros, escolhemos dois poemas: 

PASTOR

Meu cão.
Seus olhos castanhos
Tamanhos
De compreensão.

Meu cão:
Seus olhos castanhos
Tamanhos 
De mansidão.

Seu nome é Pastor:
Seus olhos castanhos
Tamanhos 
De amor.
 Matide Rosa Araújo, O livro da Tila, 1973


UM AMIGO

Esta noite deitei-me triste.
Abri um livro, passei uma folha, outra folha.
Quando cheguei ao fim tinha o coração cheio
                                                               de folhas e de flores...

Matide Rosa Araújo, O Cantar da Tila, 1973





14 março 2017

Ou isto ou aquilo

 Desta vez foi a turma do 2.ºB da Escola Básica das Devesas a ilustrar alguns poemas da Cecília Meireles.

Com as ilustrações fizemos um livro digital.






https://pt.calameo.com/read/000343764fe04f29475df








Parabéns, 2.ºB!